Historia da Ferrovia de mais de 116 anos.
Em conseqüência de decreto do Governo Imperial, de dez de janeiro de 1.871, concedendo privilégio para a construção de uma estrada de ferro entre Antonina e Curitiba, passando por Morretes, os precurssores de Gabriel de Lara anteviram, para então Vila de Paranaguá, a importância vital da execução de uma via férrea até Morretes. O trecho ferroviário entre Paranaguá e Morretes, passaria a ser integrado aos transportes da Estrada de Ferro Princesa Isabel (Antonina – Curitiba), concedida aos engenheiros Antônio Pereira Rebouças Filho, Antonio Monteiro Tourinho e Maurício Schwartz. Então, as cidades de Paranaguá e Antonina passaram a disputar entre si o ponto de partida da nova estrada de ferro. O Decreto Imperial número 5.912, de primeiro de maio de 1.875, pôs fim ao litígio, estabelecendo o Porto D.Pedro II, em Paranaguá, como ponto inicial da ferrovia.
Posteriormente, ambas as concessões (Antonina – Curitiba e Paranaguá – Morretes) foram transferidas para Compagnie Générale de Chemins de Fers Brésiliens, que construiu, inicialmente, o trecho Paranaguá – Morretes, com uma extensão de 42 quilômetros em aproximadamente dois anos. No dia primeiro de maio de 1.875, D. Pedro II assinou o decreto imperial autorizando a construção da Ferrovia Curitiba – Paranaguá. O início da construção se deu em fevereiro de 1.880, porém a pedra fundamental da ferrovia só foi lançada no dia 5 de junho, em Paranaguá. As obras foram divididas em três seções: a primeira, com 42km, entre Paranaguá e Morretes; a segunda, com 38km, ligando Morretes a Roça Nova e a terceira, com 30km, entre Roça Nova e Curitiba, tendo os trabalhos iniciados quase que simultaneamente em todas as frentes. Durante os cinco anos que se seguiram desde o início das obras, muito trabalho, muito sacrifício e sobretudo a determinação dos excelentes engenheiros, incansáveis mestres de obras e heróicos trabalhadores concretizaram um sonho há muito imaginado. Um projeto visto como impraticável por engenheiros europeus, fora finalmente executado com sucesso. Porém, dos nove mil que participaram da empreitada, aproximadamente cinco mil vieram a falecer devido a todas as dificuldades adaptativas. Foram utilizados trabalhadores de origem alemã, polonesa, italiana, africana, entre outros. Foi proibido o uso de mão-de-obra escrava. O salário era entre 2 e 3 mil réis por jornada por trabalhador braçal. A grande maioria foi recrutada nas regiões litorânea e de Curitiba e era composta de camponeses que abandonaram a atividade agrícola. Ao término da construção, muitos tiveram dificuldades de recolocação na antiga atividade.
A estrada foi inaugurada no dia 2 de fevereiro de 1.885. O trem saiu de Paranaguá às 10h conduzindo autoridades federais e estaduais, jornalistas, engenheiros que participaram da construção e outros convidados. O trem inaugural chegou em Curitiba às 19h, onde cinco mil pessoas o aguardavam. Com a extensão de cento e dez quilômetros, a ferrovia conta com quatrocentos e vinte obras de arte da engenharia mundial, incluindo quatorze túneis, trinta pontes e vários viadutos de grande vão, destacando-se a Ponte São João, a maior e mais importante, com altura de cinqüenta e cinco metros sobre o fundo da grota, e o Viaduto Carvalho, ligado ao Túnel do Rochedo e assentado sobre cinco pilares de alvenaria, na encosta da própria rocha, o que provoca a incrível sensação de uma viagem no espaço. Foi o primeiro viaduto com estas características a ser construído no mundo.
O ponto mais elevado da linha encontra-se a oeste do Túnel Roça Nova, onde a linha atinge novecentos e cinqüenta e cinco metros sob o nível do mar, e, o mais baixo na Estação do Porto D. Pedro II, em Paranaguá, a cinco metros acima do nível do mar. Na Estação do Marumbi, esta linha férrea passa ao lado de um conjunto de picos, chamados pelo mesmo nome. O pico mais alto do conjunto é o Olimpo, com mil quinhentos e trinta e nove metros de altura. O caminho passa ainda por Morretes e Porto de Cima. |
| Litorina
[Tarifas e Horários] |
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Vagão
Camarote
[Tarifas e Horários] |
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Vagão especial com janelas maiores. Comissário bilíngüe exclusivo por vagão. Serviço de bordo com água, refrigerante, cerveja e lanche. |
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Vagão especial com janelas maiores. Comissário bilíngüe exclusivo por vagão. Serviço de bordo com água, refrigerante, cerveja e lanche. |
Vagão de classe intermediária. Serviço de bordo com refrigerante e salgadinho e Guia. |
| Segunda a Sexta | Sábados Domingos e Feriados | |||
| Partida | Trem | Litorina | Trem | Litorina |
| Curitiba | 8h15 | Sem circulação | 8h15 | 9h15 |
| Marumby | 10h35 | Sem circulação | 10h35 | 11h35 |
| Morretes | 11h15 | Sem circulação | 11h15 | 12h15 |
| Chegada Paranaguá | Sem circulação | Sem circulação | 12h15 | Sem circulação |
| Retorno | Trem | Litorina | Trem | Litorina |
| Paranaguá | Sem circulação | Sem circulação | 14h | Sem circulação |
| Morretes | 15h | Sem circulação | 15h | 14h30 |
| Marumby | 15h40 | Sem circulação | 15h40 | 15h10 |
| Chegada Curitiba | 18h | Sem circulação | 18h | 17h30 |
Tarifas
| Tipo de Vagão | Ida | Volta | ||
| Adulto | Criança* | Adulto | Criança* | |
| Executivo ou Camarote | R$ 85,00 | R$ 43,00 | R$ 56,00 | R$ 36,00 |
| Economico** | R$ 32,00 | R$ 32,00 | R$ 23,00 | R$ 23,00 |
| Turístico | R$ 58,00 | R$ 39,00 | R$ 38,00 | R$ 30,00 |
| Litorina | R$ 135,00 | R$ 56,00 | R$ 100,00 | R$ 50,00 |
| Litorina de luxo | R$ 250,00 | R$ 190,00 | ||
| Camarote exclusivo (até 6 pessoas) | R$ 503,00 | R$ 330,00 | ||
| Morretes / Paranaguá / Morretes | R$ 15,00 | |||
| Bicicletas | R$ 5,00 | |||
| Motos | R$ 20,00 | |||
| * de 3 a 12 anos. Até 2 anos gratuidade total (exceto seguro opcional). De 2 até 5 anos gratuidade desde que não ocupem assento (exceto seguro opcional). |
| ** Disponível para compra apenas na bilheteria. Devido à grande procura, sugerimos a compra com pelo menos duas semanas de antecedência. |
**Horários sujeitos a alteração Informações e Reservas Fone: (0xx41) 3323-4008